Tu és gelo e eu sou fogo.
Contra parte do mesmo tempo,
Sem excessos ou exageros:
Densos como o vento.
Eu sou fogo e tu és gelo
Como o azul e o vermelho
Temperamentos diversos
Que se unem no universo.
Tu és gelo e eu sou fogo.
Sou o temperamento explosivo.
Caos, amargor sucessivo.
Uma possível aspiração ao brutalismo.
Eu sou fogo e tu és gelo.
Implosivo e incessante
Frio, mas num queimar constante.
Equação com solução não conhecia.
As chamas podem ser azuis
Numa hipnose que seduz.
Como o gelo que adormece
Mas ainda assim conduz.
O sangue mais nobre não possui cor
O laço de irmão não pede genética
A proximidade do fogo e gelo, com fervor
É o laço construído pela ética.
Não é sobre cores ou temperatura,
É sobre espírito é loucura.
Talvez seja indescritível em linhas
E, para contar, só o silêncio ajuda.
O azul e o vermelho são um.
Cores e humores que poucos entendem
Encontrados em lugar nenhum,
Sempre existiram para os que creem.
Num fogo, num vulto,
Num choro, num susto,
Num silêncio é na dor:
Azul e vermelho conseguem se sobrepor.
Afinal somos entes além do ser
Espíritos que caminham no escurecer
Irmãos, azul e vermelho.
Tu também é meio fogo e eu um pouco gelo.
Ao grande irmão é amigo.
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3 de março de 2017
24 de janeiro de 2017
Um breve tratado sobre a gratidão
Tudo que ocorrer em cada uma das manhãs
tem sua forma e razão justificadas.
É bem verdade que nem tudo me agrada,
Mas independente disso sei que simplesmente é sã,
Mas independente disso sei que simplesmente é sã,
Não se trata sobre ser obrigação ser grato
a humildade quando para si costuma ser inválida...
Se trata em ponderar e ver o peso e valor das coisas.
Sem julgar necessariamente a essência dessa ou de outra.
Existem coisas simples que é fácil agradecer
outras são lembradas só quando convém ser.
É muito cômodo na calmaria amar a namorada,
mas é raro ser grato quando se tem motivos pra odiá-la.
a humildade quando para si costuma ser inválida...
Se trata em ponderar e ver o peso e valor das coisas.
Sem julgar necessariamente a essência dessa ou de outra.
Existem coisas simples que é fácil agradecer
outras são lembradas só quando convém ser.
É muito cômodo na calmaria amar a namorada,
mas é raro ser grato quando se tem motivos pra odiá-la.
Mas relacionamento não é bem meu objetivo aqui.
Na verdade vim falar da ideia de desconstruir:
o conceito feito de que só se é grato ao bom.
Será que as coisas ruins não merecem um bom tom?
Na verdade vim falar da ideia de desconstruir:
o conceito feito de que só se é grato ao bom.
Será que as coisas ruins não merecem um bom tom?
Por tanto continue dando valor ao amor,
à paciência, ao afeto, a amizade, ao sabor.
gratidão a qualquer outro sinônimo que lhe for.
Que é lembrado com sorrisos e muito fervor.
Mas agradeça cada dor, cada queda e fratura
agradeça cada morte, cada fome e peste criatura.
Não esqueça também de cada momento amargo,
cada pico de raiva, de sofrimento e desagrado.
à paciência, ao afeto, a amizade, ao sabor.
gratidão a qualquer outro sinônimo que lhe for.
Que é lembrado com sorrisos e muito fervor.
Mas agradeça cada dor, cada queda e fratura
agradeça cada morte, cada fome e peste criatura.
Não esqueça também de cada momento amargo,
cada pico de raiva, de sofrimento e desagrado.
Aceite cada uma daquelas mágoas que tanto te dilacerou
Não é preciso amar o dito autor.
Mas sem dúvidas perceber que cada fragmentação causada
constitui atualmente, do espírito, a sua morada.
Não é preciso amar o dito autor.
Mas sem dúvidas perceber que cada fragmentação causada
constitui atualmente, do espírito, a sua morada.
Seus defeitos, seu corpo disforme, sua feiura.
suas doenças, seu estupido raciocínio.
Ame seu desespero, sua alergia e as ditas gasturas.
cada átomo de negativo que compõe tua criatura.
Poucos entenderão sobre o que o fala do cara de bigode
Muitos misturaram tudo o que ele nos contou
não é sobre aceitar e ficar acomodado.
é sobre aceitar o ser que é e se criou.
A cada por do sol e o choque da retina
a cada dia de chuva e o molhado da camisa
a cada vento frio e a sujeira das folhas
a cada rosa feia e a pureza das outras.
Só aceitando-se e amando-se por completo
incluindo as feições pelos outros provocadas
é que somos capaz de vermos nosso teto,
e sermos cosmos e cientes de nossa própria alvorada.
suas doenças, seu estupido raciocínio.
Ame seu desespero, sua alergia e as ditas gasturas.
cada átomo de negativo que compõe tua criatura.
Poucos entenderão sobre o que o fala do cara de bigode
Muitos misturaram tudo o que ele nos contou
não é sobre aceitar e ficar acomodado.
é sobre aceitar o ser que é e se criou.
A cada por do sol e o choque da retina
a cada dia de chuva e o molhado da camisa
a cada vento frio e a sujeira das folhas
a cada rosa feia e a pureza das outras.
Só aceitando-se e amando-se por completo
incluindo as feições pelos outros provocadas
é que somos capaz de vermos nosso teto,
e sermos cosmos e cientes de nossa própria alvorada.
1 de janeiro de 2017
Prelúdio do viver o imediato futuro
Talvez esse ano tu sintas minha falta.
Talvez esse ano tu me acompanhe para onde eu ir.
Talvez seja eu que não te tenha mais.
Ou talvez tua irmã, fortuna, esteja simplesmente de bom humor.
Ó deusa tempo, que me consome e me altera.
Que nas planícies de meu pensamento, tortuosa, persevera.
Não te peço hoje um Chrono ou um Kairós.
Peço apenas um recomeço em uma nova estação.
Quero estar só, vagar e ser assim.
Essa vida terrena não pertence a mim.
Tu sabes o quanto sou andarilho.
E minha alegria primeira é ver teus desatinos.
Ó deusa do espaço continuo, leve-me daqui.
Faças que tudo mude de novo.
Que aqueles que estejam fiquem.
E que os que estiveram sigam seus próprios rumos.
E se não houver ninguém em físico. Não ha problema.
Tenho o vento, o sol, o véu do céu e as plantas.
E se te tenho como única confidente.
Não ha o que temer de acontecer.
Escuto teu grito frio e tu pronuncias:
É o tempo é o tempo, é a vida é a vida.
Talvez esse ano tu me acompanhe para onde eu ir.
Talvez seja eu que não te tenha mais.
Ou talvez tua irmã, fortuna, esteja simplesmente de bom humor.
Ó deusa tempo, que me consome e me altera.
Que nas planícies de meu pensamento, tortuosa, persevera.
Não te peço hoje um Chrono ou um Kairós.
Peço apenas um recomeço em uma nova estação.
Quero estar só, vagar e ser assim.
Essa vida terrena não pertence a mim.
Tu sabes o quanto sou andarilho.
E minha alegria primeira é ver teus desatinos.
Ó deusa do espaço continuo, leve-me daqui.
Faças que tudo mude de novo.
Que aqueles que estejam fiquem.
E que os que estiveram sigam seus próprios rumos.
E se não houver ninguém em físico. Não ha problema.
Tenho o vento, o sol, o véu do céu e as plantas.
E se te tenho como única confidente.
Não ha o que temer de acontecer.
Escuto teu grito frio e tu pronuncias:
É o tempo é o tempo, é a vida é a vida.
17 de julho de 2016
Tenho eu algo? ou tudo?
Devo ter uns 5 minutos... talvez quatro ou seis, mas não consigo medir com precisão porque o mundo me consome enquanto tento devorá-lo...
Ah são tantas dúvidas, é certo o que faço, o que digo? Será certo o que me dizem ou o que eu escuto? o que é então o certo...Seria o certo o que cada um julga?
Medos constantes me atormentam e parece que é normal ter medo... Em meus 22 anos parece ser extremamente comum achar que nada vai dar certo, que eu não conseguirei um emprego pra sustentar minha vida, que não saberei retribuir meus pais, que não conseguir êxito na faculdade. Que não terei tempo pra nada e que gastarei meu tempo pra conseguir dinheiro que nunca terei tempo pra gastar...
O dia a dia está me desconstruindo de forma absurda, mas não há verdadeiramente culpados nessa história...
Ah são tantas dúvidas, é certo o que faço, o que digo? Será certo o que me dizem ou o que eu escuto? o que é então o certo...Seria o certo o que cada um julga?
Medos constantes me atormentam e parece que é normal ter medo... Em meus 22 anos parece ser extremamente comum achar que nada vai dar certo, que eu não conseguirei um emprego pra sustentar minha vida, que não saberei retribuir meus pais, que não conseguir êxito na faculdade. Que não terei tempo pra nada e que gastarei meu tempo pra conseguir dinheiro que nunca terei tempo pra gastar...
O dia a dia está me desconstruindo de forma absurda, mas não há verdadeiramente culpados nessa história...
19 de dezembro de 2014
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